Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

História do Vinho do Porto 4

 

 

 

 

Na segunda metade de Oitocentos, vários factores juntam-se para marcar o ponto de viragem do Douro pombalino para o Douro contemporâneo, promovendo muitas mudanças na viticultura duriense. Depois das destruições provocados nos anos cinquenta pelo oídio, é a filoxera que, a partir da década seguinte, reduz a mortórios grande parte do vinhedo da área demarcada. Em 1865, instaurou-se um regime de liberdade comercial que constitui, de facto, ao nível regional, a abertura da linha de demarcação, permitindo a expansão rápida do vinhedo no Douro Superior, onde o ataque da filoxera foi mais tardio e menos violento.

Descobrem-se novas práticas de preparação do terreno, alteram-se as práticas de plantação da vinha, escolhem-se as melhores castas regionais para enxertia, difunde-se a utilização racional de adubos e fito - sanitários, aperfeiçoam-se os processos de vinificação...

No final do século, é bem visível o impacto da filoxera no reordenamento do espaço regional.

Aos poucos reorganizado e estendendo-se agora a uma área muito maior, o vinhedo duriense contará, a partir de finais dos anos oitenta, com  outro inimigo, bem mais destruidor que as doenças da videira - a crise comercial. Paralelamente, a fraude. As imitações de vinho do Porto tornam-se mais usuais nos nossos principais mercados, onde se vendem os French Ports, os Hamburg Ports, os Tarragona Ports, por preços inferiores aos genuínos Port Wínes.

Crise comercial e a crise da lavoura, o Douro era um retrato de miséria.


Ao iniciar a ditadura, a 10 de Maio de 1907, João Franco assinava um decreto que vinha regulamentar a produção, venda, exportação e fiscalização do vinho do Porto, regressando aos princípios que existiram, 150 anos antes, a política pombalina de defesa da marca. Foi novamente demarcada a região produtora, abarcando agora o Douro Superior.  

Usava-se um  exclusivo da barra do Douro e do porto de Leixões para a exportação dos vinhos do Porto, reservando-se a denominação de Porto para os vinhos generosos da região do Douro, com graduação alcoólica mínima de 16,5º. A protecção e fiscalização da marca ficavam ao dispor da Comissão de Viticultura da Região do Douro.

 

publicado por douro1 às 17:00
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