Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

História do Vinho do Porto

Historia do Vinho do Porto

 

 

Durante  quase dois milénios, fez-se, na encostas xistosas do vale do Douro, a paisagem vitícola singular e um vinho excepcional. Mais que um dom da natureza, o vinho do Porto é, na sua essência, um património cultural colectivo de trabalho e experiências, saberes e arte, que várias acumularam. O vinho do Porto foi é um produto chave da economia nacional e ainda mais um valor simbólico que distintamente representa Portugal no mundo.

A história do Alto Douro é muito antiga. Não faltam descobertas arqueológicas e referências documentais a testemunhar a persistência cultural do empenho vitivinícola de outras eras.

 Indo  aos séculos III-IV existem vestígios de lagares e vasilhame vinário, um pouco por toda a região duriense. Porém, o  vinho do Porto surge apenas na segunda metade do séc. XVII, numa época de expansão da viticultura duriense e de crescimento rápido da exportação de vinhos.

No último terço do séc. XVII, em tempo de rivalidades entre os impérios marítimos do Norte, os Flamengos e os Ingleses aumentam a procura dos vinhos ibéricos, por causa em detrimento dos de Bordéus e de outras regiões francesas. A Inglaterra importa crescentes quantidades de Porto. Em 1703, no Tratado de Methuen virá festejar no plano diplomático este fluxo mercantil, prevendo a contrapartida de privilégios para os tecidos britânicos no mercado português.

A produção duriense, é estimulada pela procura inglesa crescente e preços altíssimos, tenta adaptar-se às novas exigências do mercado. Mas, como acontece a todos os grandes vinhos, o negócio rivaliza interesses, suscita fraudes e abusos.


 A partir de meados do séc. XVIII, as exportações estagnam, ao passo que a produção vinhateira parece ter continuado a crescer. Os preços baixam em flecha e os ingleses decidem não comprar vinhos, acusando os lavradores de promover adulterações.


Nesta crise comercial guiará, por pressão dos interesses dos grandes vinhateiros durienses junto do governo do futuro Marquês de Pombal, à criação da instituição da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, em 10 de Setembro de 1756. Com ela tentava-se assegurar a qualidade do produto, evitando adulterações, equilibrar a produção e o comércio e estabilizar os preços. Procede-se à primeira «demarcação das serras». A região produtora é recebida por 335 marcos de pedra com a designação de Feitoria, que indicava o vinho da melhor qualidade, único que podia exportar-se para Inglaterra, vulgarmente conhecido por vinho fino.

 

publicado por douro1 às 14:16
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