Quarta-feira, 8 de Julho de 2009

Alto Douro Vinhateiro 3


 

 


Há um quebrar na aragem vivificante que invade o interior das carruagens. Percebemos o refrear na velocidade e leves arremessos de
travagem. O comboio prepara a sua entrada na estação de Foz Tua, no concelho de Carrazeda de Ansiães. Sentimo-nos a cair, de novo, na dormência das margens. Está completo o percurso que liga o Pinhão até às margens do rio Tua, afluente do Douro. Aproveitamos a paragem técnica para abastecimento da locomotiva e saímos da estação.
Descemos um caminho estreito que leva até à beira rio. Contornamos pequenas hortas, alguns laranjais, muitas oliveiras carregadas de azeitona ainda verde. O sol desce e a sombra propiciada pelos montes na outra margem invade o rio. O Douro veste os ares de final de tarde e parece mudar de personalidade, capturando a escuridão entre margens. Apesar de amaciado, em parte domado, apropriado pelo homem que o tornou protagonista da sua história, o Douro mantém uma aura de impossibilidade, como enorme criatura que se enrosca, impassível, em si própria.
Um silvo de vapor desperta-nos para a estação próxima.


 

publicado por douro1 às 13:31
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